O camponês chileno que permitiu o resgate dos sobreviventes da “tragédia dos Andes”, medical em 1972, information pills chegou nesta sexta-feira ao Uruguai por ocasião do 35º aniversário do acidente de aviação sofrido por um grupo de jovens desportistas uruguaios.
Sergio Catalán, find o primeiro homem a ver os sobreviventes do acidente ocorrido no dia 13 de outubro de 1972 e que alertou os serviços de segurança para que os resgatassem, foi recebido por Rodolfo Nin Novoa, vice-presidente do Uruguai, que o agradeceu por ter salvado a vida daqueles jovens atletas e o entregou uma placa comemorativa.
O camponês, de 80 anos, foi convidado pelos sobreviventes a participar de uma festa que acontece neste sábado em Montevidéu.
A ação de Catalán permitiu salvar 16 ocupantes do avião acidentado que permaneceram por 71 dias a 5 mil metros de altitude, em plena cordilheira dos Andes, sem abrigo ou comida, o que os obrigou a recorrer à antropofagia.
Viajavam no avião com destino a Santiago integrantes de uma equipe de rugbi de Montevidéu, o Old Christians, acompanhados de alguns familiares, para disputar uma partida.
O caso ficou mundialmente conhecido graças ao livro “Os Sobreviventes: a Tragédia dos Andes”, do britânico Piers Paul Read, que depois inspirou o filme “Vivos”, dirigido por Frank Marshall e com Ethan Hawke no elenco.
O sobrevivente Roberto Canessa, hoje com 54 anos e cardiologista, afirmou recentemente ao jornal “El País”, de Montevidéu, que a antropofagia “é algo que impressiona a quem não sabe o que são 30 graus abaixo de zero e que não sabe o que é ver um amigo morrendo sem poder fazer algo a respeito”.
Neste sábado, os 16 sobreviventes oferecerão um jantar num restaurante de Montevidéu e, junto a eles, além de Catalán, foram convidados ex-jogadores de rugbi da equipe Old Boys de Santiago, o time que as vítimas do acidente enfrentariam em 1972.
No próximo domingo acontecerá a partida que não foi disputada, há 35 anos, pelos atletas de 1972 do Old Christians e do Old Boys, do Chile.
Em junho, Canessa e Antonio Vizintín, outro dos sobreviventes, ficaram sabendo que o camponês que os ajudou passava por problemas de saúde e quase não conseguia caminhar. Também souberam que ele estava há um ano na lista de espera para receber uma prótese de quadril.
Os sobreviventes uruguaios, alguns deles médicos, colaboraram para que a operação fosse realizada o mais rápido possível. A chegada este fim de semana do camponês a Montevidéu confirma sua recuperação.
HISTÓRIA
A tragédia dos Andes aconteceu no dia 13 de outubro de 1972, quando o avião militar modelo Fairchild F-227, da Força Aérea Uruguaia, caiu na cordilheira, após uma escala em Mendoza, na Argentina. Vinte pessoas morreram no momento do acidente.
Após a suspensão das buscas ocorreu uma avalanche que matou outros oito passageiros, deixando vivas 19 pessoas que sofriam com a falta de alimentos.
Nos dias seguintes, outros três morreram por causa dos ferimentos sofridos e o enfraquecimento por falta de alimentos.
Sessenta dias depois da queda do avião, Canessa e Fernando Parrado, dois dos 16 sobreviventes, começaram uma caminhada para tentar chegar a alguma região habitada e depois de dez dias encontraram Catalán, que alertou as autoridades.
No dia 23 de dezembro de 1972, dois meses depois do acidente, os sobreviventes retornaram ao Uruguai.