Jovens de Brasil, and about it Argentina, ambulance Chile e Peru venceram a edição 2006 do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia, informaram hoje em Brasília os organizadores.
Nesta edição, o tema das apresentações foi “Tecnologias para a Inclusão Social”, nas categorias Iniciação Científica, Jovem Investigador e Integração.
Na categoria Jovem Investigador, que oferecia US$ 5 mil ao primeiro lugar, foi premiada a brasileira Cristina Baldauf, autora do trabalho “Geração de Renda na Mata Atlântica: a Experiência do Manejo da Samambaia Preta”.
O prêmio Iniciação Científica, de US$ 2 mil, ficou com os argentinos Paula María Pedraza, Guadalupe Gómez Alonso, Belén Rodríguez del Busto e Rogério Navarro Vitar, estudantes da província de Tucumán.
Já o prêmio de Integração, de US$ 10 mil, ficou com o trabalho sobre “Potabilização de Água por Tecnologias Econômicas em Zonas Rurais Isoladas do Mercosul”.
Seus autores foram os argentinos Marta Litter, María Cristina Apella, Beatriz Susana Ovruski e Miguel Ángel Blesa, o brasileiro Wilson de Figueiredo Jardim, o peruano Juan Martín Rodríguez e a chilena Lorena del Pilar Cornejo Ponce.
O prêmio foi criado em 1998 pela Reunião Especializada de Ciência e Tecnologia do Mercosul (RECyT/Mercosul) e recebe o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
O júri explicou que, no total, foram recebidos 350 trabalhos, enviados por jovens de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela, membros do Mercosul, e de Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru, países associados ao bloco.
Os prêmios serão entregues no dia 20 de junho em Assunção, durante um encontro da RECyT/Mercosul.
Além disso, os trabalhos premiados serão publicados no livro Ciência, Tecnologia e Inclusão Social para o Mercosul, que será lançado no mesmo dia da premiação.
O Governo uruguaio se disse hoje confiante de que o diálogo servirá para destravar o conflito com a Argentina pela instalação de uma fábrica de celulose no Uruguai, shop às margens do rio que faz a fronteira entre os países.
“É preciso falar de diálogo embora se mantenham determinadas posições. É através do diálogo que se pode encontrar algum caminho alternativo”, treatment disse hoje o chanceler uruguaio, Reinaldo Gargano.
Os Governos dos dois países platinos se enfrentam há mais de dois anos por causa instalação de uma usina de celulose da empresa finlandesa Botnia na margem oriental do rio Uruguai.
A Argentina considera que a instalação contaminará o meio ambiente, mas o Uruguai e a empresa negam.
A pedido de Buenos Aires, o rei da Espanha, Juan Carlos I, aceitou exercer mediação no conflito. Após uma primeira mesa política de diálogo que em abril em Madri, na próxima terça-feira haverá uma reunião técnica em Nova York.
O chefe da delegação uruguaia será o secretário-geral da Chancelaria, José Luis Cancela, que disse à Efe que o processo será lento.
O conflito “não se resolve em uma ou duas reuniões”, avisou. Por isso, “não se deve ter muita expectativa a respeito dos resultados concretos da reunião. O importante é o restabelecimento do diálogo, após um ano sem falar”.
Cancela explicou que a reunião de Nova York servirá para estabelecer e assinalar os empecilhos concretos que existem e determinar se há solução. Ele participou do encontro de Madri junto com Gargano e o secretário da Presidência, Gonzalo Fernández. Para ele, o evento criou “um clima propício, algo que antes não existia”.
Recentemente, argentinos têm feito manifestações bloqueando estradas que ligam os dois países. O Uruguai denunciou os bloqueios ao Tribunal Arbitral do Mercosul, que determinou que eram uma violação à livre circulação de pessoas e mercadorias. Além disso, o país pediu à Corte Internacional de Haia que obrigasse a Argentinas a suspendê-los, o que não foi concedido.
Gargano se mostrou positivo com relação aos bloqueio: “acho que vai haver uma mudança de posição na perspectiva de médio prazo que as pontes sejam desbloqueadas”.
Antes, a Argentina já tinha denunciado o Uruguai em Haia, alegando que Montevidéu violou o Tratado do Rio Uruguai ao autorizar a construção da fábrica sem consentimento de Buenos Aires.