O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, disse hoje que seu país não está disposto a gerar “tensões internacionais” e pediu ajuda prática para combater o narcotráfico e o terrorismo, ao voltar a defender os acordos de cooperação militar fechados com os Estados Unidos.
“Nós achamos que o novo passo vai na direção correta. Queríamos que todos os países pudessem colaborar conosco e nós com eles de maneira prática pela derrota do narcoterrorismo”, afirmou Uribe durante o fórum internacional “Os desafios da democracia na Colômbia e na América Latina”, realizado na capital colombiana.
Segundo Uribe, o que a Colômbia fez durante os últimos anos não foi propor tensões internacionais, mas conseguir ajuda prática para derrotar o terrorismo.
O presidente, no entanto, indicou que a Colômbia acredita que a cooperação entre países é bem-vinda, mas rejeitou taxativamente a ingerência.
“Nós acreditamos na cooperação e precisamos dela, mas rejeitamos a ingerência”, explicou o líder, que defendeu, igualmente, o respeito à autonomia e ao princípio da não-intervenção.
Sobre o assunto, em Washington a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, assegurou que o acordo de colaboração militar pactuado com a Colômbia respeita a soberania e a integridade territorial.
A chefe da diplomacia americana pediu à comunidade internacional que, em vez de criticar o acordo, colabore na luta contra o tráfico, e reiterou que o acordo “não concerne a outros países” e que se trata de uma cooperação bilateral.
O acordo entre os dois países foi duramente criticado pelo Equador e principalmente pela Venezuela, cujo Governo disse que é perigoso para a região.