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Uribe rejeita que Equador vincule general ao bombardeio contra as Farc

Arquivo Geral

15/10/2009 0h00

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, rejeitou hoje a vinculação do comandante geral de suas Forças Armadas, general Freddy Padilla de León, ao processo na justiça equatoriana pelo bombardeio a um suposto acampamento ilegal das Farc no país.

“Expresso nossa dor, nossa rejeição à decisão do juiz equatoriano de ordenar a captura do senhor General Freddy Padilla de León, Comandante de nossas Forças Militares”, disse Uribe a jornalistas na Casa de Nariño.

Uribe confiou nas gestões diplomáticas das chancelarias da Colômbia e Equador para solucionar o impasse entre os dois países pela vinculação do chefe militar.

Acrescentou que a Colômbia tem o propósito de progredir no restabelecimento das relações diplomáticas com o vizinho e que o general Padilla de León “realizou uma tarefa patriótica contra do terrorismo e necessita que agora estar rodeado e receber todo nosso apoio”.

O líder especificou que o propósito de seu Governo “é restabelecer plenamente as relações com a irmã República do Equador”.

O processo colocou em risco, inclusive, o encontro entre os países previsto para sexta-feira em Ibarra (Equador) com o objetivo de restabelecer as relações entre ambos países, suspensas desde 3 de março de 2008, dois dias após o bombardeio.

Um comunicado da Casa de Nariño expedido esta noite diz que “sob estas circunstâncias, o Governo da Colômbia propõe adiar a próxima reunião da Combifrón (Comissão Binacional Fronteiriça) prevista para esta sexta-feira”.

O comunicado explica que a Colômbia assume como Estado o ataque e portanto “defenderá com todos os instrumentos a seu alcance qualquer funcionário ou ex-funcionário colombiano envolvido pessoalmente em circunstâncias desta natureza”.

Insiste em que o país “não reconhece a jurisdição extraterritorial da justiça equatoriana para investigar e julgar a funcionários e ex-funcionários colombianos”, segundo a assinatura de um comunicado conjunto no dia 24 de setembro em Nova York.

“A Colômbia reitera ao Governo do Equador a necessidade de encontrar uma solução para este problema, para avançar na normalização das relações diplomáticas”, especifica o documento da Casa de Nariño.

A determinação da justiça equatoriana supõe um novo e tenso capítulo das relações entre Bogotá e Quito e que os dois Governos tentam recompor mediante diretrizes fixadas em Nova York.

Quito rompeu relações diplomáticas com Bogotá dia 3 de março de 2008 quando tropas colombianas bombardearam um acampamento das Farc em solo equatoriano, matando 26 pessoas, incluído Luis Edgar Devia, conhecido como “Raúl Reyes”, porta-voz internacional da guerrilha.

Apesar das diferenças, os dois Governos deram passos concretos para recompor as relações e, após uma série de reuniões em Nova York e em Ipiales (Colômbia) concordaram que a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Centro Carter exerçam como mediadores no processo de restabelecimento das relações diplomáticas.

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