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Uribe: "Guerrilheiros que liberem seqüestrados serão recebidos na França"

Arquivo Geral

29/03/2008 0h00


O presidente da Colômbia, case Álvaro Uribe, more about disse hoje que o Governo da França está disposto a receber os guerrilheiros que sua administração colocaria em liberdade para a troca dos seqüestrados em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Em uma visita ao departamento do Guaviare (sul), onde se acredita estar várias pessoas seqüestradas pelas Farc, o líder colombiano fez um pedido aos guerrilheiros para que se desmobilizem e que entreguem os seqüestrados, oferecendo garantias jurídicas caso acatem o pedido.

“O guerrilheiro que trouxer consigo os seqüestrados e os liberar, esse guerrilheiro não vai para a prisão. Para esse guerrilheiro vamos buscar o mecanismo jurídico que lhe permita ficar em liberdade”, explicou Uribe.

“Necessitamos que as coisas se movimentem e que estes guerrilheiros tomem a decisão de abandonar a guerrilha e de liberar os seqüestrados e bem rápido, para evitar que os seqüestrados continuem piorando”, declarou, referindo-se ao estado de saúde de algum deles.

O líder presidiu sua reunião semanal de segurança regional em San José do Guaviare (capital do departamento, a 500 quilômetros ao sul de Bogotá) e reiterou a oferta de recompensas aos guerrilheiros das Farc que liberarem os reféns e se entreguem em seguida.

O governante também reivindicou a ajuda dos habitantes do Guaviare com relatórios sobre a situação dos seqüestrados e pediu às Forças Militares que continuem buscando os acampamentos da guerrilha onde os cativos se encontram.

Uribe citou Ingrid Betancourt, seqüestrada em fevereiro de 2002, e que segundo diversos testemunhos conhecidos nos últimos três meses está em mal estado de saúde.

“É oportuno, partindo do departamento do Guaviare, que se faça sentir essa vibração que há no coração de todos os colombianos exigindo a libertação da doutora Ingrid Betancourt e de todos os seqüestrados, o mais rápido possível no caso dos que estejam doentes”, expressou o chefe do Estado.

Insistiu também que existe um fundo de US$ 100 milhões para pagar “recompensas à comunidade” que forneça informações que “permitam avançar em direção aos seqüestrados”.

Na quinta-feira, o Governo colombiano anunciou um decreto que outorga facilidades jurídicas aos guerrilheiros das Farc que se entreguem com a condição de que liberem os seqüestrados, mas o grupo insurgente não respondeu à oferta.


 

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