É preciso “buscar com as autoridades da Venezuela” – cujo presidente, Hugo Chávez, mantém congeladas as relações com a Colômbia – “como nos ajudariam a recapturar este indivíduo, que cruzou o rio na zona fronteiriça”, disse Uribe durante uma feira empresarial em Bogotá.
Segundo o presidente colombiano, a fuga de “Pablito”, ocorrida ontem, “não tem explicação”, ao questionar porque “um terrorista desse nível de periculosidade” foi levado recentemente para a prisão de Arauca e por que estava “cercado de medidas de segurança tão frágeis” quando foi resgatado por um grupo de criminosos.
“Pablito”, apelido de Carlos Marín Guarín, foi resgatado nos arredores do presídio de Arauca por três bandidos que abriram fogo contra os guardas que o vigiavam, matando um deles e ferindo outro.
O Governo colombiano ofereceu US$ 850 mil de recompensa pela captura de “Pablito”, que tinha sido detido no dia 6 de janeiro de 2008 em Bogotá por membros do Exército.
Para Uribe, “há algo de corrupção bem preocupante” na fuga do chefe guerrilheiro. Hoje mesmo, o Governo colombiano ordenou a transferência dos guardas e do diretor do presídio de Arauca para outra prisão.
“Pablito” é acusado pelo assassinato, em 1989, do monsenhor Jesús Emilio Jaramillo, então bispo de Arauca.
Além disso, o guerrilheiro também teria cometido um ataque há 15 anos no qual morreram oito militares da Venezuela na fronteira entre esse país e a Colômbia.
“Pablito” também é acusado por pelo menos 200 atentados contra o oleoduto Caño Limón-Coveñas, o mais importante da Colômbia e que conduz o petróleo de Arauca à costa caribenha, no noroeste do país.
As autoridades colombianas consideram “Pablito” como o equivalente no ELN de “Mono Jojoy”, o atual chefe militar das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Fundado em 1964, o ELN tem quase cinco mil integrantes e é a segunda maior guerrilha da Colômbia, atrás apenas das Farc.