Menu
Mundo

Uribe pede à China que acelere integração com América Latina

Arquivo Geral

25/11/2009 0h00

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, pediu hoje à China que acelere a integração com a América Latina, durante a abertura da terceira cúpula empresarial entre o gigante asiático e a região.

Uribe reconheceu que é comum no âmbito regional o “imenso interesse” por se integrar com a China, mas ao mesmo tempo admitiu que os avanços e os focos foram distintos nos anos.

“Alguns avançaram mais no comércio e no investimento que outros”, disse o presidente colombiano em nome da região e como anfitrião do encontro, que reúne até amanhã em Bogotá representantes de 15 países.

Cerca de 700 empresários, um quarto deles chineses, participam do encontro, em cuja inauguração também estiveram os vice-presidentes da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CPPCC), Abulaiti Abudurexiti, e do Conselho para o Fomento do Comércio Internacional Chinês (CCFCI), Yu Ping.

Aos dois, o líder colombiano disse: “Se houvesse algo que gostaríamos de pedir em nome de toda a região, seria que nesse processo de integração com a China todos pudéssemos avançar velozmente”.

A solicitação de Uribe veio depois de Abulaiti e Yu terem destacado a importância da América Latina para o comércio, o investimento e, em geral, a economia da China, que no ano passado cresceu 9% apesar da crise internacional.

Abulaiti enfatizou que América Latina é hoje em dia “a região mais importante” na estratégia de comércio exterior de Pequim.

O alto funcionário chinês ressaltou que a troca comercial entre seu país e a América Latina totalizou no ano passado US$ 143,387 bilhões, 39,7% superior à de 2007.

Desse montante, US$ 71,477 bilhões se derivaram das exportações chinesas à região e os outros US$ 71,91 bilhões saíram das importações latino-americanas.

No entanto, a real dimensão do desempenho ficou clara com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o colombiano Luis Alberto Moreno, durante um discurso no mesmo evento.

Moreno disse que é indubitável que o comércio latino-americano com a China “teve um papel crucial no crescimento da região”.

“O comércio entre ambas as regiões, entre o ano 2000 e o ano 2008, passou de US$ 10 bilhões para US$ 140 bilhões”, ressaltou o presidente do BID, que lembrou que este nível representa uma média de aumento próxima a 40% anuais.

Com esses dados, o gigante asiático passou a ser o segundo mercado exportador da América Latina e em 2008 ficou como o principal parceiro comercial de Brasil e Chile, sem descartar outros países para os quais foi importante, como México, Argentina, Venezuela, Panamá, Peru, Colômbia, Costa Rica e Equador.

É uma realidade que levou Moreno a considerar que “mais que uma ameaça, o mercado chinês deve ser visto como uma grande oportunidade de diversificação para os empresários latino-americanos”.

O presidente do BID observou que isso já foi entendido por países como México e Costa Rica, que viram crescer para 30% suas exportações à China de manufaturas, produtos químicos e maquinarias.

É também uma troca que, para Yu, mostra os grandes saltos desta relação comercial desde a primeira Cúpula Empresarial China-América Latina, realizada no Chile em 2007.

Nessa reunião foi assinado o tratado de liberdade comercial por China e Chile, enquanto a segunda cúpula empresarial aconteceu em 2008 em Harbin (China).

Desde então, se aumentou a presença de empresas chinesas na América Latina, onde suas marcas já ganharam fama e uma fração de mercado, como contou o vice-presidente do CCFCI.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado