O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, insistiu hoje na conveniência do acordo comercial de seu país com a União Europeia (UE), que será assinado na próxima semana em Madri.
O acordo “é definitivo” para a economia colombiana, sustentou o chefe do Estado, que o defendeu durante um conselho comunal de Governo em Medellín, onde deu início a uma série de encontros semanais de avaliação de seus dois Governos de quatro anos.
A série de rendições de contas foi convocada com vistas à transição de Uribe que dará lugar ao seu sucessor eleito no pleito do dia 30 de maio.
“O acordo é conveniente por todos os lados”, acrescentou Uribe, que na próxima quarta-feira o assinará na capital espanhola junto a seu colega do Peru, Alan García, e após a realização da VI Cúpula América Latina e Caribe-União Europeia.
O presidente colombiano observou que “todos os setores da economia, com exceção dos laticínios, deram sinal verde ao acordo”.
A federação que reúne ao setor criador de gado advertiu que este tratado de liberdade comercial terá efeitos adversos sobre as 400 mil famílias colombianas que se dedicam à produção leiteira, a maioria delas em pequena escala.
Na quinta-feira o Governo adotou algumas medidas, entre elas a de impedir a importação no país de leite com vencimento menor ao de 12 meses.
O presidente colombiano assegurou que este tratado também tem alcance sobre a proteção dos direitos humanos e o meio ambiente.