O presidente colombiano, more about Álvaro Uribe, anunciou hoje que os bens nos Estados Unidos de Carlos Mario Jiménez, conhecido como “Macaco”, extraditado a esse país na madrugada de hoje, serão também usados para reparar suas vítimas.
O Governo colombiano decidiu extraditar Carlos Mario Jiménez após argumentar que tem a firme convicção de que ele tenha reincidido no crime, “de acordo com investigações da Polícia Nacional”, acrescentou Uribe.
A riqueza que será entregue nos Estados Unidos “será empregada para reparar vítimas colombianas”, segundo estipulou na resolução de extradição, acrescentou o presidente em Medellín (noroeste) a jornalistas, após concluir um encontro com empresários.
“Macaco”, comandante máximo do Bloco Central Bolívar (BCB), considerado a maior facção das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), é acusado em 10 mil casos de assassinato e desaparecimento, segundo a ONG Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado (Movice).
Essa organização foi responsável por entrar, há algumas semanas, com um recurso para impedir o envio de “Macaco” aos EUA, enquanto o paramilitar respondia por seus crimes e reparava às famílias das vítimas na Colômbia.
“O Governo nunca negociou a extradição, nunca permitiu que prosperassem reformas constitucionais para enfraquecer a extradição”, ressaltou Uribe.
“Parece-nos que estas são decisões muito importantes para fazer respeitar a legislação colombiana”, acrescentou Uribe.
“Não podemos dar o prêmio a uma pessoa que reincide no crime de aceitar que não seja extraditada”, porque essa decisão seria tomada “como um prêmio, e não como uma possibilidade para reparar as vítimas”, afirmou o chefe de Estado colombiano.
Simultaneamente, agentes da Polícia e funcionários da Promotoria da Colômbia iniciaram hoje a ocupação de dezenas de propriedades do chefe paramilitar e suposto narcotraficante extraditado.
“Macaco” fez parte da equipe negociadora das AUC que acordou com o Governo do presidente Álvaro Uribe a desmobilização da principal associação paramilitar da extrema direita, pela qual mais de 31 mil combatentes se entregaram entre 2003 e 2007.
Uribe também advertiu de que os beneficiados da lei de Justiça e Paz, marco legal da desmobilização de membros de grupos armados e que reincidam no crime, serão extraditados.