Grupos de estudantes opositores e governistas protestaram hoje novamente frente a frente na Universidade de Teerã, dentro da polêmica sobre os insultos ao fundador da República Islâmica, aiatolá Ruhollah Khomeini, informou a agência de notícias estatal “Irna”.
Segundo a agência, cerca de mil estudantes partidários do Governo se concentraram no campus de Azad para protestar contra a queima de imagens de Khomeini, ação que reavivou o conflito político e social no país.
Os estudantes apoiaram o líder supremo da revolução, aiatolá Ali Khamenei, e pediram “morte aos Estados Unidos, a Israel e aos hipócritas”.
Próximo a eles, um grupo de manifestantes do movimento verde de oposição – cifrado pela “Irna” em 100 pessoas – protestou contra o Governo enquanto erguiam retratos de Khomeini. Não há notícias de enfrentamentos.
O Irã é cenário de protestos desde que, em junho passado, o presidente Mahmoud Ahmadinejad conseguiu se reeleger em uma eleição considerada fraudulenta pela oposição.
Em 7 de dezembro, o “dia do estudante” no Irã, a oposição voltou a sair às ruas, mobilização que foi reprimida com violência mais uma vez pelas Forças de Segurança, que detiveram mais de 200 pessoas.
Durante a jornada de protestos, a televisão estatal emitiu imagens nas quais era possível ver nas mãos de várias pessoas fotos queimadas de Khomeini, figura até o momento incontestável no país.
A TV atribuiu a ação a estudantes da oposição, o que o movimento verde negou.