O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirmou hoje que ainda não pode confirmar as denúncias de sequestros de crianças no Haiti após o terremoto de 12 de janeiro passado.
A porta-voz do organismo, Veronique Taveau, rejeitou as críticas de falta de transparência contra o Unicef em relação às denúncias sobre crianças que supostamente desapareceram de hospitais em Porto Príncipe.
Em princípio, falou-se de pelo menos 15 crianças que teriam sido sequestradas, mas depois o organismo disse que na realidade não tinha evidências desses casos.
Taveau sustentou hoje que as denúncias estão sendo investigadas, mas que “ainda é cedo demais” para confirmar quantos casos de fato ocorreram.
Ela disse que também não está claro qual entidade e organização humanitária estava como responsável dos hospitais no momento em que as crianças teriam desaparecido.
Várias entidades expressaram publicamente o receio de que traficantes de pessoas se aproveitassem do desamparo de dezenas de milhares de crianças que ficaram órfãos ou separados de seus familiares após o terremoto para tirá-los clandestinamente do país.
A porta-voz ressaltou que o Unicef “está extremamente vigilante” frente a qualquer situação que pudesse indicar que isso está ocorrendo.
“Se uma criança tem que sair do país, verifica-se atentamente se todos os papéis necessários estão válidos”, assegurou.
Hoje mesmo, um grupo de especialistas da ONU em direitos humanos alertou sobre o perigo de que as crianças haitianas sejam vítimas de sequestro, venda, tráfico ou escravidão na atual situação de insegurança que passa o país.