“É um problema a presença de grupos armados nessas regiões”, disse Martin aos jornalistas.
Conforme o diplomata, recentemente ele recebeu informações sobre o aliciamento de, pelo menos, “dois casos, um na fronteira com a Venezuela e outro com o Equador”.
Acrescentou que sabe de outros episódios de alistamento forçado em fileiras por essas organizações irregulares no litoral Pacífico colombiano, nos departamentos de Nariño, Cauca e Chocó, assim como nas regiões de Antioquia.
Nessas regiões atuam as guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), assim como remanescentes das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC, dissolvidas em 2006), que se associaram a grupos criminosos.
Nos casos de recrutamentos nas regiões de fronteira, Martin pediu que os Governos dos três países “deixem de lado as diferenças políticas e enfrentem o problema humanitário gerado por essa situação”.
O representante do Unicef admitiu também que não tem maiores detalhes sobre o fenômeno, mas indicou que, segundo a Defensoria de Povo e a Procuradoria Geral, a ameaça dessa situação é dos grupos armados ilegais em geral.
Além disso, reconheceu que seu organismo não dispõe de números, mas relatórios de outras organizações apontam que na Colômbia existem entre 8 mil e 14 mil adolescentes servindo a esses grupos armados ilegais.
Martin fez as revelações aos jornalistas no 1º Congresso Internacional sobre prevenção de recrutamento e utilização de crianças, por grupos a margem da lei e o crime organizado, que ocorre na capital colombiana.