A diretora geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova, pediu hoje ajuda de emergência para o Haiti e ressaltou que é o momento de a comunidade internacional mostrar solidariedade.
Em comunicado, Bokova fez uma chamada a Governos, fundações e outros doadores, e assegurou que o Haiti precisa de ajuda imediata, generosa e bem distribuída.
“No momento em que os esforços de resgate de emergência são a prioridade, a Unesco está preparando um plano de ação para intervir rapidamente na reativação do sistema educacional”, acrescenta a nota da agência da ONU.
“Estamos decididos a mobilizar ajuda para construir instalações educativas de emergência e para reconstruir as que foram derrubadas”, completou.
Bokova pediu “ao mundo acadêmico que mostre sua solidariedade” e indicou que as universidades da região e de outros lugares do mundo devem fazer o que estiver a seu alcance para auxiliar os estudantes haitianos.
De acordo com ela, a Unesco enviará ao Haiti o emissário especial Bernard Hadjadj “com objeto de avaliar as necessidades mais imediatas”.
Bokova lembrou que a Unesco ainda procura oito de seus funcionários no Haiti e que seis outros, todos haitianos, foram encontrados com vida.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.
Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de “centenas de milhares” de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.