O líder equatoriano, Rafael Correa, que também preside a União de Nações Sul-americanas (Unasul), fez hoje um “fervoroso chamado” a seus colegas do grupo para garantir a plena vigência da decisão que declarou a região como uma “Zona de Paz”.
Correa enviou hoje mesmo a seus colegas sul-americanos cartas nas quais adverte da “delicada situação que atravessam países-membros” da União.
“Invocando o Tratado Constitutivo (da Unasul), (Correa) fez um fervoroso chamado para a plena vigência da decisão que declarou à América do Sul como zona de paz”, assinala um comunicado do grupo remitido a Efe.
Além disso, o presidente pro-tempore de Unasul expressou sua “vontade de se reunir com os Estados-membros para encontrar, de maneira pactuada, vias de solução às diferenças e o fortalecimento dos compromissos de paz, segurança e harmonia”.
A paz, “como advertimos em cúpulas internacionais, não só supõe a ausência de guerra, mas, e especialmente, a vigência da justiça e a eqüidade e o compromisso dos países que os convênios que se assinem com estados de fora da região não afetem a soberania de nenhum de seus membros”, acrescenta Correa.
“Supõe, além disso, como referendaram em 10 de agosto os chefes de Estado (na Cúpula de Unasul em Quito), o apoio incondicional aos processos democráticos da América Latina” e o “tributo à luta pela independência e a soberania”, acrescenta o texto, sem dar mais detalhes.
O comunicado do presidente temporário da Unasul se dá em um momento de tensão política entre Venezuela e Colômbia, por assuntos de Defesa, assim como entre Peru e Chile, por um caso de suposta espionagem.
Além disso, a declaração de Correa se produz faltando uma semana para que se reúna o Conselho de Defesa da Unasul, em Quito, onde também se abordarão os problemas entre os países-membros e o polêmico acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos, que supõe a presença de tropas americanas em território colombiano.