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Uma civilização inteira vai morrer hoje, diz Trump em nova ameaça ao Irã

Trump fez um ultimato a Teerã para a reabertura do estreito, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial

Redação Jornal de Brasília

07/04/2026 11h53

Foto: Brendan SMIALOWSKI / AFP

Foto: Brendan SMIALOWSKI / AFP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Em uma das ameaças mais contundentes ao regime e à população do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu em uma rede social na manhã desta terça-feira (7) que uma “civilização inteira” vai morrer em ataques americanos caso as partes não cheguem a um acordo para a reabertura do estreito de Hormuz nas próximas horas.

Trump fez um ultimato a Teerã para a reabertura do estreito, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Nos últimos dias, vem reforçando o prazo que deu à liderança persa: esta terça, 21h, pelo horário de Brasília. O presidente americano também disse que, caso não haja acordo até lá, “todas as pontes e todas as usinas de energia” do Irã serão destruídas a partir de 1h de quarta (8).

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu Trump na plataforma Truth Social.

Na mesma publicação, Trump fez referência à morte de lideranças iranianas e escreveu que pessoas “menos radicalizadas” agora estão à frente do país, o que poderia sinalizar abertura para mais negociações.

“Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE?”, escreveu o republicano. “Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo.”

Na véspera, Trump já havia dito que o país inteiro poderá ser destruído em uma noite. Em um evento ao lado da primeira-dama, Melania, o presidente também foi questionado se não considerava que estava cometendo crimes de guerra ao ameaçar atingir a infraestrutura civil, incluindo pontes e usinas energéticas. “Não, porque eles são animais”, disse o presidente sobre os iranianos.

Desta vez, Trump ameaçou inclusive a população iraniana, ao publicar que “uma civilização inteira” vai morrer. A declaração, que sugere ataques massivos e destruição em larga escala, aumenta os questionamentos relacionados a possíveis crimes de guerra no conflito.

O presidente americano ainda classificou na mensagem publicada nesta terça os últimos 47 anos período que coincide com a Revolução Islâmica iraniana— como marcados por “extorsão, corrupção e morte”. E encerrou a mensagem com uma bênção ao “grande povo do Irã”.

Do lado iraniano, não houve sinais de recuo. Uma autoridade do país afirmou que Teerã rejeitou uma proposta de cessar-fogo temporário intermediada por terceiros. Segundo esse posicionamento, qualquer negociação de paz só poderia começar após a interrupção total dos ataques por parte dos EUA e de Israel, acompanhada de garantias de que não seriam retomados e de compensações pelos danos causados.

O regime iraniano ainda pediu que sua população formasse correntes humanas para proteger as usinas de energia do país. O vice-ministro dos Esportes do país, Alireza Rahimi, convocou artistas e atletas para participarem da iniciativa. “Estaremos de mãos dadas para dizer: atacar infraestrutura pública é um crime de guerra”, disse ele em entrevista.

Desde o início da guerra contra o Irã, a Casa Branca e Trump são questionados sobre o objetivo da mudança de regime. A resposta do governo costuma ser que não se trata da prioridade dos ataques e que seria responsabilidade dos iranianos remover os aiatolás do poder.

Apesar da morte do então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, ainda no início da guerra em curso, o regime iraniano permanece. Seu filho, Mojtaba Khamenei, foi escolhido como sucessor e assumiu a liderança do país.

A mensagem de Trump sobre a administração de Teerã ainda contradiz posicionamento do republicano.

Em março, ele classificou a escolha de Mojtaba como líder supremo de “grande erro”, disse não estar contente e sinalizou que pretendia indicar uma pessoa para substituir o filho de Ali Khamenei.

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