Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:
– Irã pede o fim da guerra –
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, afirmou nesta segunda-feira que seu país pediu “o fim da guerra na região”, o fim do bloqueio naval americano e a “liberação dos ativos pertencentes ao povo iraniano”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou no domingo como “totalmente inaceitáveis” as condições do Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, o que aumenta a probabilidade de que o conflito continue após semanas de negociações.
“Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.
– Petróleo em alta –
Os preços do petróleo operavam em alta nesta segunda-feira, depois que o presidente americano, Donald Trump, rejeitou a resposta do Irã à proposta de paz de Washington.
O barril de Brent, referência internacional para entrega em julho, se aproximava dos 100 dólares.
– Irã executa outro homem –
O Irã anunciou que executou um homem suspeito de espionagem para os serviços secretos israelenses e americanos, a mais recente de uma série de execuções desde o início da guerra desencadeada por Israel e pelos Estados Unidos.
Erfan Shakourzadeh “foi enforcado por colaborar com os serviços de inteligência dos Estados Unidos e do Mossad”, informou o Mizan, o órgão de imprensa do Poder Judiciário.
– Soldado israelense morre perto do Líbano –
Um soldado israelense morreu no domingo perto da fronteira com o Líbano, onde os confrontos prosseguem com o grupo pró-Irã Hezbollah, apesar de um cessar-fogo, anunciou o Exército israelense nesta segunda-feira.
O suboficial Alexander Glovanyov, de 47 anos, “caiu em combate”, informou o Exército.
– Missão para o Estreito de Ormuz –
França e Reino Unido anunciaram que seus ministros da Defesa copresidirão na terça-feira uma reunião com seus homólogos de quase 40 países dispostos a contribuir para uma missão destinada a garantir a segurança do Estreito de Ormuz.
O Irã reagiu e advertiu que haverá uma “resposta decisiva e imediata” de seu Exército em caso de mobilização militar no Estreito de Ormuz.
– Trump pressionará Xi sobre o Irã, diz fonte do governo americano-
O presidente Donald Trump pressionará seu homólogo chinês, Xi Jinping, sobre o Irã, quando visitar Pequim esta semana, disse uma fonte do governo americano.
– Trump diz que EUA precisaria de duas semanas para atacar alvos restantes no Irã –
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma entrevista que precisaria de apenas duas semanas para atacar “cada um dos alvos” restantes no Irã, e acrescentou que a república islâmica já está derrotada “militarmente”.
Nessas declarações à jornalista independente Sharyl Attkisson — gravadas na semana passada —, o mandatário também classificou a Otan como um “tigre de papel” e acusou os aliados de Washington de não terem prestado assistência na campanha contra Teerã. “Eles não estavam lá para ajudar”, afirmou.
– Netanyahu diz que a guerra “não terminou” –
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em uma entrevista que o urânio enriquecido do Irã deve ser “retirado” antes que a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra a república islâmica possa ser considerada encerrada.
“Ainda não terminou, porque ainda resta material nuclear — urânio enriquecido — que precisa ser retirado do Irã”, disse.
AFP