A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) reiterou hoje que vigiará “com extremo cuidado” que as ajudas à Opel cumpram “escrupulosamente” a norma europeia e se assegurará de que não incluam condições sobre, por exemplo, a localização geográfica das reestruturações.
O porta-voz de Concorrência da União Europeia (UE), Jonathan Todd, ressaltou, em entrevista coletiva, que a Comissão avaliará “qualquer ajuda” concedida à filial europeia da General Motors, seja das autoridades alemãs, britânicas, espanholas, belgas ou polonesas.
O grupo austríaco-canadense Magna, provável comprador da Opel, antecipou sua intenção de eliminar 11 mil empregos nas diversas fábricas da Opel na Europa.
Entre os Governos afetados pela crise da Opel, tanto o da Bélgica – onde a fábrica da Antuérpia pode ser fechada – quanto o do Reino Unido – onde há duas fábricas – manifestaram sua insatisfação com o projeto da Magna, e exigiram da Comissão Europeia uma análise exaustiva das contrapartidas oferecidas pela Alemanha.
Sobre o projeto de Magna, o porta-voz disse que Bruxelas não poderá fazer uma avaliação precisa até que as autoridades alemãs enviem toda a informação, também sobre que tipo de ajudas será concedido, em que quantia e com que prazos.