“A Comissão tem um papel-chave na luta contra o terrorismo (…) e seus programas de desenvolvimento devem outorgar também uma grande atenção às questões de segurança relativas ao crime organizado e ao tráfico”, assegura em uma nota de imprensa a comissária europeia de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner.
O programa será desenvolvido no período 2009-2011 e é dotado com um orçamento inicial de 225 milhões de euros para apoiar o reforço das capacidades em países como Paquistão e a região de Sael.
Uma parte importante da iniciativa tem como objetivo a luta contra a pirataria nas principais rotas marítimas, em particular no Golfo de Áden, através do desenvolvimento das capacidades dos estados litorâneos para patrulhar suas próprias águas territoriais e trocar informação.
Os vínculos entre o terrorismo e a criminalidade organizada são abordados em áreas como o tráfico de droga entre América Latina e África Ocidental, o comércio ilícito de armas leves e de pequeno calibre e o tráfico de materiais químicos, biológicos, radioativos e nucleares.
Segundo Benita, na área da não-proliferação de armas de destruição em massa “a ambição é consolidar o trabalho iniciado nos países da antiga União Soviética, assim como em novas regiões preocupantes como Oriente Médio, Ásia meridional e sudeste asiático”.
A intenção é colaborar estreitamente com os Estados-membros da União Europeia e outros doadores internacionais para “promover uma cultura de segurança em matéria de não-proliferação”, acrescenta a comissária.
Este é o primeiro programa contra o terrorismo da Comissão que tem um alcance mundial.