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UE quer um ‘muro’ antidrones plenamente operacional até 2027

Iniciativa, criada após incursões de drones russos, prevê sensores e sistemas de interceptação inspirados na experiência da Ucrânia e será implantada primeiro no leste europeu

Redação Jornal de Brasília

15/10/2025 12h20

Foto: Ahnmad Gharabli / AFP

Foto: Ahnmad Gharabli / AFP

A Comissão Europeia quer que o “muro” antidrones, anunciado após as recentes incursões de drones russos no espaço aéreo europeu, esteja totalmente operacional até 2027, de acordo com um projeto visto pela AFP e confirmado por autoridades da UE.

O braço Executivo da União Europeia (UE) revelará na quinta-feira as linhas gerais deste “muro” antidrones, apelidado de Iniciativa Europeia para Drones, para se defender melhor das múltiplas incursões de aeronaves russas.

A resposta da Otan à entrada de cerca de vinte drones no espaço aéreo polonês em setembro evidenciou as deficiências do arsenal da aliança contra essa ameaça.

A Otan teve que recorrer a mísseis caros para derrubar três desses drones.

Para implementar este novo sistema de defesa, a UE pretende aproveitar a experiência adquirida pela Ucrânia desde a invasão do Exército russo em fevereiro de 2022.

A ex-república soviética, que agora ostenta uma indústria de fabricação de drones e, especialmente, uma indústria de interceptadores de drones, única na Europa, prometeu seu apoio.

A UE deseja implementar um sistema de detecção usando sensores terrestres ou via satélite a partir do próximo ano, antes de adquirir capacidades de rastreamento e interceptação de drones até 2027.

Esta iniciativa será implementada inicialmente nos países mais próximos da fronteira russa, no flanco leste da UE, antes de ser estendida a outros Estados da União, segundo a proposta da Comissão.

© Agence France-Presse

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