Fontes da Presidência da UE – nas mãos da Espanha – explicaram hoje que, pela primeira vez, os novos instrumentos europeus para a ação externa são colocados a serviço de uma “resposta rápida e unificada”.
Especialistas europeus trabalham hoje na coordenação da ajuda mais imediata e na segunda-feira de manhã, antes da reunião dos ministros, os embaixadores permanentes prepararão um texto de conclusões no qual estará a contribuição financeira global da UE.
A reunião da UE, um Conselho de Relações Exteriores formal – capacitado, portanto, para tomar decisões -, será presidida pela titular do órgão, Catherine Ashton, e contará também com, principalmente, ministros responsáveis da ajuda humanitária, a principal prioridade neste momento.
“A UE quer mostrar sua vontade de mobilização rápida, eficaz e coerente diante da catástrofe”, acrescentaram as mesmas fontes.
O Haiti é um Estado associado à UE, membro do grupo ACP (África, Caribe e Pacífico), está entre os participantes das cúpulas bienais entre UE, América Latina e Caribe e, além disso, é membro da Organização Internacional da Francofonia.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.
Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de “centenas de milhares” de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.
Diferente do número do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 – considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da “Agência Brasil”.