Em comunicado, a UE se diz “consternada” com o anúncio israelense de fazer uma licitação pública para a construção de quase 700 casas para colonos em assentamentos de Jerusalém Oriental.
A Presidência sueca lembra ao Governo israelense que os assentamentos “transgridem todos os pedidos da comunidade internacional, incluídos os do Quarteto para o Oriente Médio, e impedem a criação de uma atmosfera adequada no caminho para uma solução baseada na criação de dois Estados”.
A UE nunca reconheceu a anexação de Jerusalém Oriental em 1967.
“Se tem que haver uma paz verdadeira, o caminho deve ser encontrado por meio da negociação para resolver o status de Jerusalém como a futura capital de dois Estados”, acrescenta a nota da Presidência da UE.
O Quarteto para o Oriente Médio, formado por Estados Unidos, UE, Rússia e ONU, elaborou o “Mapa de Caminho”, plano de paz que foi aprovado por palestinos e israelenses, embora com reservas pelos últimos.
A iniciativa pedia que os israelenses suspendessem as obras nos assentamentos e a criação de um Estado palestino independente junto ao de Israel.