A Presidência sueca da UE havia proposto que o Conselho Europeu, entre hoje e amanhã, fixasse um número para apoiar aos países em desenvolvimento a lutar contra o aquecimento global.
Sarkozy assinalou durante uma entrevista coletiva, ao final do primeiro dia da cúpula europeia realizado em Bruxelas, que os Estados-membros ofereceram, por enquanto, 1,8 milhão de euros ao ano para estes países no período 2010-2012, mas não definiu a quantia oferecida pela França.
O objetivo da Presidência era chegar aos 2,2 bilhões de euros anuais, número que ainda poderia ser alcançado amanhã antes da conclusão do Conselho Europeu.
Até agora 12 países deram pistas sobre quanto estariam dispostos a oferecer, embora nem todos tenham feito um comunicado oficial.
A Espanha anunciou nesta noite aos 27, sua disposição a entregar 300 milhões de euros para o triênio (100 milhões ao ano), informaram fontes diplomáticas.
Com a mesma quantidade se comprometeu a Holanda e, embora não houve um anúncio claro a respeito, espera-se que a França e a Alemanha apresentem cerca de 1 bilhão cada uma (entre 300 milhões e 400 milhões anuais), um número parecido com o Reino Unido.
Se amanhã for confirmada a contribuição europeia terão sido superadas as expectativas da própria Comissão Europeia, que em setembro calculou que os membros comunitários deveriam apresentar entre 500 milhões e 1,5 bilhão de euros anuais para esse triênio.