A União Europeia (UE) afirmou nesta segunda-feira que manterá sua política de sanções dirigida contra personalidades e entidades que apoiam o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, se as autoridades do país continuarem a violenta repressão contra os cidadãos.
Os ministros europeus de Relações Exteriores, reunidos em Luxemburgo, aprovaram novas conclusões nas quais, apesar de não introduzir novas medidas restritivas, reiteraram “sua determinação de continuar ativamente a política atual” de sanções ao regime sírio.
“A UE continuará seus esforços para ajudar o povo sírio a conseguir suas legítimas aspirações democráticas”, declararam os ministros no documento aprovado hoje e acrescentaram que as pessoas contra as quais são dirigidas as sanções “devem perceber as consequências de suas ações e se distanciar do regime”.
Por outra parte, os ministros demonstraram sua “decepção” pelo fato de o Conselho de Segurança da ONU, vetado por China e Rússia, ainda não ter conseguido aprovar uma resolução sobre a situação na Síria “após meses de abusos brutais por parte do presidente Assad e seu regime”.
“A UE continuará pressionando por uma ação contundente da ONU para aumentar a pressão internacional e convoca todos os membros do Conselho de Segurança a assumir suas responsabilidades”, destacaram.
Os 27 países do bloco deram boas-vindas à criação de um Conselho Nacional Sírio, que aglutina vários grupos da oposição, uma iniciativa que qualificaram como “um bom passo adiante”.
Por enquanto, a UE preferiu não reconhecer oficialmente esse órgão da oposição, pois como ressaltou o ministro italiano, Franco Frattini, ainda não há muita informação sobre quem está por trás dessa iniciativa.
Mais uma vez, o bloco pediu que Assad abandone o poder e a permita uma transição política.
Quando esse momento chegar, assinalaram os ministros em sua declaração, a UE estará “preparada para desenvolver uma nova e ambiciosa cooperação com a Síria em todas as áreas de interesse mútuo, incluindo a mobilização de assistência, o reforço do comércio e dos vínculos econômicos”.