A União Europeia (UE) aprovou hoje o final do embargo de armas ao Uzbequistão, que era a última de uma série de sanções impostas ao país em 2005 pela grave repressão ocorrida na cidade de Andijan.
Os ministros de Exteriores comunitários aprovaram a decisão apesar de os grupos de defesa dos direitos humanos, como Human Rights Watch (HRW), tenham pedido que não se levantassem todas as sanções, levando em consideração a má situação dos direitos humanos no país centro-asiático.
Há um ano, a UE já tinha retirado de forma definitiva outra sanção: a proibição de vistos aos governantes.
A decisão da União Europeia foi baseada no fato do Governo uzbeque ter dado passos positivos com relação aos direitos humanos, como a libertação de ativistas humanitários presos e a abolição da pena de morte, assim como melhorias no sistema legal.
O Uzbequistão sofreu as sanções comunitárias depois da repressão a uma revolta popular na cidade de Andijan, em maio de 2005. Segundo a oposição foram 800 mortos, porém o Governo só reconheceu 187 vítimas.
Em carta enviada aos ministros comunitários há duas semanas, o HRW ressaltou que a situação dos direitos humanos no Uzbequistão é atroz e que os ativistas da causa são acossados e detidos de forma regular pelas autoridades apesar dos pedidos da UE.