A Comissão Européia (CE), no rx órgão executivo da União Européia (UE), stuff exigiu hoje da Itália medidas urgentes para garantir que o queijo mozarela de búfala contaminado por dioxinas não entre no mercado do bloco e voltou a ameaçar o país com um embargo comercial.
Em comunicado, price a CE afirma que “as medidas iniciadas não bastam para garantir que algum produto contaminado não entre no mercado, já que nenhum produto potencialmente nesta situação foi recolhido e o programa de vigilância da produção da região da Campânia (sul da Itália) ainda é muito limitado”.
“Se as novas medidas forem consideradas inadequadas, a Comissão estudará propor medidas de salvaguarda contra os produtos lácteos procedentes da região da Campânia”, acrescenta a nota, que não especifica quando as autoridades italianas devem atuar, mas exige delas uma resposta “urgente”.
A CE já havia ameaçado promover uma suspensão do comércio destes produtos no mercado UE se as autoridades italianas não informassem detalhadamente sobre a situação antes das 18h locais de hoje (14h de Brasília).
Sob essa advertência, o Governo italiano assegurou hoje à Comissão que o problema está restrito ao seu mercado já que, segundo sua informação, a mozarela com níveis de dioxinas superiores aos permitidos não foi exportada.
Hoje, em Roma, autoridades italianas diminuíram a importância do caso da mozarela de búfala contaminada ao negarem a gravidade do problema.
O ministro de Políticas Agrícolas, Alimentares e Florestais da Itália, Paolo de Castro, garantiu que “não existe o caso da dioxina em Campânia”.
O diretor do Instituto de Ciência da Alimentação italiano, Antonio Malorni, explicou que “as dioxinas sempre estiveram presentes na cadeia alimentar” e afirmou que “só podem ser tóxicas caso ingeridas em altas doses”.
Malorni destacou que 87% das amostras recolhidas nas 130 queijarias investigadas no sul da Itália não apresentam índices elevados de dioxinas.
O diretor-geral do Ministério da Saúde italiano, Silvio Borrello, ressaltou que das 83 fazendas fechadas temporariamente, só 30 ou 35 o serão definitivamente.
As declarações de hoje contrastam com o alarmismo de dias anteriores as quais, inclusive, provocaram a suspensão das importações do famoso queijo em vários países.
A ministra de Comércio Exterior italiana, Emma Bonino, chegou a pedir para que “não se caia, como de costume, na psicose”.