A Comissão Europeia informou hoje que estuda a criação de uma força rápida de intervenção em situações de crise e catástrofes naturais, que contribuiria, também, para aumentar a visibilidade da União Europeia (UE).
O órgão executivo da UE debateu hoje a questão em sua reunião semanal. Após o encontro, o porta-voz Pia Ahrenkilde Hansen explicou que o terremoto que assolou Haiti em 12 de janeiro trouxe de volta ao bloco europeu a necessidade de uma “maior ação”.
Desde o terremoto, de diversos pontos da Europa foi lamentada a falta de visibilidade da resposta humanitária da UE à catástrofe. Alguns chegaram a criticar a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, por não ter viajado ao Haiti.
Vários Estados-membros expressaram durante a reunião de ministros de Assuntos Exteriores de segunda-feira passada a vontade de retomar a ideia de criar uma força rápida de intervenção.
Concretamente, este projeto coloca a formação de uma equipe de proteção civil com voluntários dos países europeus, ideia que a Presidência do bloco, atualmente exercida pela Espanha, se comprometeu a analisar.
O porta-voz afirmou em coletiva de imprensa que o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, pedirá assim que seja formada a nova composição do executivo do bloco a apresentação de propostas para melhorar a capacidade de resposta da UE a crises humanitárias ou catástrofes.
Ahrenkilde assegurou que a futura comissão trabalhará de forma prioritária para criar uma força voluntária de assistência humanitária que reforce a capacidade de ajuda da UE no exterior, algo que, como lembrou, está contemplado no Tratado de Lisboa.
O porta-voz ressaltou hoje que a União Europeia é até o momento o maior doador de ajuda humanitária ao Haiti, com um total de 430 milhões de euros