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UE escolhe belga e britânica para seus principais cargos

Arquivo Geral

19/11/2009 0h00

Os líderes da União Europeia (UE) escolheram hoje a britânica Catherine Ashton e o belga Herman Van Rompuy para ocupar os dois principais cargos do bloco.

Ashton será a nova Alta Representante da UE para política externa e segurança, enquanto Van Rompuy foi escolhido como o primeiro presidente estável da organização, informaram à Agência Efe fontes comunitárias.

Os chefes de Estado e Governo comunitários aprovaram rapidamente a proposta da Presidência sueca de turno, formulada pelo primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, segundo informaram à Agência Efe fontes comunitárias.

Rompuy, um democrata-cristão de 62 anos, dirige o Governo belga há 11 meses, enquanto a trabalhista Ashton, de 53 anos, ocupa desde outubro o ministério de Comércio na Comissão Europeia.

O consenso entre os líderes da UE começou a ser construído em um acordo prévio dos dirigentes socialistas comunitários que resolveram propor e respaldar um único candidato para dirigir a política externa comunitária, escolha que recaiu em Ashton.

A decisão obrigou ao Governo britânico desistir de apoiar o nome de Tony Blair à presidência do Conselho Europeu.

Rompuy, um homem praticamente desconhecido poucos dias atrás fora da Bélgica e sem experiência internacional, viu sua reputação crescer em seu país desde que assumiu o cargo no Governo, em dezembro passado.

Após herdar a chefia do Governo de um país em agitação por causa das disputas entre flamengos e francófonos, e com uma classe política desgastada e desacreditada. Rompuy conseguiu que a Bélgica retornasse à normalidade.

Conhecido pela sua falta de ambição, o hábil político é também um exímio negociador, a quem se atribuiu a responsabilidade pelo orçamento, fazendo com que a Bélgica conseguisse reduzir sua enorme dívida pública para poder adotar o euro.

O cargo que exercerá Rompuy foi criado pelo Tratado de Lisboa, que entrará em vigor em 1º de dezembro, mas por enquanto suas responsabilidades não estão bem definidas.

O presidente estável – eleito por dois anos e meio, mandato renovável por mais uma gestão – tem a incumbência de dirigir e encorajar as reuniões dos líderes, garantir sua preparação e continuidade, facilitar o consenso (missão nada fácil) e representar à União diante de líderes mundiais, define o Tratado.

Catherine Margaret Ashton, muito próxima ao primeiro-ministro Gordon Brown, é a atual comissária europeia de Comércio da Comissão Europeia (CE), baronesa de Ashton de Upholland, membro do Partido Trabalhista e ex-presidente da Câmara dos Lordes.

Ashton ocupou vários cargos intermédios no Governo de Brown nos ministérios de Educação, Direitos Humanos, Justiça e Igualdade, mas quase não tem experiência em questões de política internacional.

Chegou a Bruxelas no final do ano passado, depois de Brown a enviar para substituir Peter Mandelson, um peso pesado da política britânica chamado pelo primeiro-ministro a Londres para ser seu “número dois” e tomar frente de suas perspectivas eleitorais para o próximo ano.

A Alta Representante substituirá Javier Solana, mas terá poderes ampliados, já que será também vice-presidente da Comissão – assistirá às reuniões dos comissários – e presidirá mensalmente o Conselho de Relações Exteriores – as reuniões dos ministros.

Será responsável pela coordenação de toda a política externa da UE, do orçamento e do novo serviço diplomático comum europeu criado pelo Tratado de Lisboa.

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