Menu
Mundo

UE e seis Estados-membros ratificam tratado para proteger águas internacionais

Assim, já são 29 os Estados que ratificaram esse novo tratado, um número que ainda está longe dos 60 necessários para que ele entre em vigor

Redação Jornal de Brasília

28/05/2025 20h13

Foto: Yves Herman / Reuters

A União Europeia (UE) e seis dos seus Estados-membros ratificaram nesta quarta-feira (28) o tratado de proteção das águas internacionais, dias antes da conferência da ONU sobre os oceanos, que buscará a sua entrada em vigor.

A UE, juntamente com Chipre, Finlândia, Hungria, Letônia, Portugal e Eslovênia, entregou às Nações Unidas seus instrumentos de ratificação do texto, aprovado em junho de 2023, após anos de negociações, informou a missão europeia na ONU em comunicado. França e Espanha já haviam feito isso, no começo do ano.

Trata-se de um “passo histórico para a proteção dos oceanos do mundo e a preservação do delicado equilíbrio dos ecossistemas do planeta”, comentou o comissário europeu de Pesca e Oceanos, Costas Kadis, que fez um chamado a todos os países para que sigam o seu exemplo.

Assim, já são 29 os Estados que ratificaram esse novo tratado, um número que ainda está longe dos 60 necessários para que ele entre em vigor.

É um “grande avanço”, disse a coalizão de ONGs High Seas Alliance. “Porém, precisamos aumentar a pressão política, para alcançar as 60 ratificações”, acrescentou sua diretora, Rebecca Hubbard, em comunicado.

Embora a França e ONGs ambientalistas esperassem que o tratado fosse concretizado na conferência da ONU sobre os oceanos, que será realizada em Nice de 9 a 13 de junho, isso não será possível.

O pacto só poderá entrar em vigor 120 dias após a 60ª ratificação. Apesar disso, a prioridade absoluta da França, anfitriã da conferência, “é obter as 60 ratificações necessárias para que o tratado entre em vigor”.

“Se não em Nice, pelo menos em um futuro muito próximo”, comentou nesta semana o embaixador francês na ONU, Jérôme Bonnafont. “Temos pressionado em todo o mundo para melhorar a compreensão e a conscientização nos países, inclusive naqueles que não têm acesso ao mar”, acrescentou.

Está prevista para 9 de junho, em Nice, uma cerimônia especial do Escritório do Tratado da ONU.

O acordo histórico busca proteger os ecossistemas marinhos, vitais para a humanidade e ameaçados por múltiplas formas de poluição, nas águas internacionais que cobrem quase metade do planeta. Para isso, ele prevê a criação de zonas marinhas protegidas nas quais determinadas atividades podem ser restringidas.

Embora o texto não ofereça uma lista, espera-se que ele inclua a pesca ou a mineração, que também dependem de outras organizações internacionais.

© Agence France-Presse

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado