Os observadores da União Européia (UE) enviados a Bangladesh disseram hoje que as eleições legislativas de segunda-feira no país representam “um grande passo” na restauração da democracia nacional.
A missão do bloco europeu também descartou a hipótese de fraudes, como denunciou a grande perdedora do pleito, try Zhaleda Zia.
“Os resultados das eleições parecem refletir o desejo do povo de Bangladesh. Nossos observadores não comunicaram práticas de fraude no processo”, disse o chefe dos enviados, Alexander Graf Lambsdorff, em um comunicado divulgado pela UE.
Lambsdorff destacou a alta participação do povo e a tranqüilidade durante a votação. Além disso, assegurou que o “profissionalismo, a transparência e a credibilidade” marcaram as eleições.
Segundo a nota, os observadores concluíram que a Comissão Eleitoral de Bangladesh é um órgão “neutro”, embora tenha muitas responsabilidades e precise aperfeiçoar o votor pelo correio.
Entretanto, foram constatadas melhoras que situam o processo “em linha com os padrões internacionais”, apesar de o registro de eleitores ter sido encerrado em janeiro deste ano, o que impediu três milhões de pessoas de irem às urnas.
As conclusões dos observadores também revelam que as mulheres e os grupos minoritários não participaram de forma significativa das eleições.