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Mundo

UE decide acabar com gratificações a executivos do setor financeiro

Arquivo Geral

02/09/2009 0h00

Os ministros da área econômica dos países da União Europeia (UE) chegaram hoje a uma “posição comum muito forte” orientada a acabar com a “velha cultura” das gratificações pagas aos executivos de instituições do setor financeiro.

Segundo Anders Borg, ministro de Finanças da Suécia, país à frente da Presidência rotativa do bloco, a UE está disposta a mostrar “músculo e dentes” neste assunto, que será abordado pela comunidade internacional nas próximas reuniões do Grupo dos Vinte (G20, que reúne as nações ricas e as principais emergentes).

“Em nossos países, vamos ser testemunhas de grandes tensões sociais, porque a situação de nossos mercados de trabalho é muito precária. E, como políticos, é muito importante que enviemos a mensagem de que a velha cultura das gratificações tem que acabar”, afirmou Borg ao término de uma reunião informal com seus colegas da UE.

No mesmo sentido, o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da UE, o espanhol Joaquín Almunia, disse que “nos comprometemos a evitar que o setor financeiro e as instituições financeiras pensem que será possível voltar à rotina depois da crise”.

“Estamos decididos a não esquecer a experiência desta crise, inclusive se a situação nos mercados financeiros melhorar”, afirmou Almunia.

O comissário parabenizou o Governo sueco pela iniciativa de reunir os ministros europeus antes da reunião do G20 marcada para os dias 24 e 25 deste mês em Pittsburgh (Estados Unidos) e do encontro ministerial deste final de semana em Londres.

Segundo Borg, o acordo alcançado hoje permite que os ministros europeus do G20 cheguem à reunião na capital inglesa com uma orientação clara.

O ministro sueco afirmou que tomar uma “posição forte” a respeito das remunerações a banqueiros significa que todos os Estados-membros – incluindo o reticente Reino Unido – estão no mesmo barco.

Borg não deu detalhes sobre as medidas que os europeus defenderão, mas ressaltou que a Europa não vai se contentar com meros princípios e diretrizes.

“Tem que haver uma clara mudança nas regras, com uma relação mais estreita entre assumir riscos e ter lucro, e com maior consideração pelo longo prazo”, defendeu o sueco.

“Certamente há muito por fazer, tanto na UE, quanto com nossos parceiros do G20”, reconheceu.

A posição da UE “põe uma grande pressão sobre o outro lado do Atlântico”, comentou Borg em alusão aos EUA, apesar das “declarações muito claras do presidente (americano, Barack) Obama”, no sentido de que é necessário regular as gratificações excessivas.

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