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UE concede 229 mi de euros ao Haiti

Arquivo Geral

18/01/2010 0h00

A União Europeia (UE) decidiu hoje destinar 122 milhões de euros em ajuda humanitária urgente ao Haiti, e outros 107 milhões de euros para a reconstrução e reabilitação imediata do país caribenho, totalizando 229 milhões de euros.

Segundo os principais responsáveis europeus, após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros da UE, outros 200 milhões de euros estão disponíveis no orçamento da Comissão Europeia (órgão executivo da UE) para a reabilitação a médio e longo prazo

Apesar de a resposta internacional e comunitária ter sido “rápida” após o terremoto da terça-feira passada, é preciso “mais ajuda e auxílio”, disse a alta representante para Política Externa e Segurança Comum da UE, Catherine Ashton, em entrevista coletiva após a reunião.

O comissário de Ajuda Humanitária da UE, Karel De Gucht, disse que, “por enquanto”, o dinheiro aprovado para ajuda imediata “é suficiente” – apesar de que pode ser preciso mais em algumas semanas -, mas ressaltou que é necessário agir em “logística, organização e distribuição” a fim de conseguir que chegue à população.

Além disso, a UE se dispõe a aprovar o envio de entre 140 e 150 policiais e Gendarmaria, a pedido das Nações Unidas, para aumentar a segurança na distribuição de ajuda.

Os embaixadores do Comitê Político e de Segurança discutirão, em reunião especial que acontecerá esta tarde, esta solicitação da ONU.

A UE também propôs a realização de uma conferência internacional para a reconstrução a longo prazo do país caribenho.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. O Governo do país caribenho confirmou que pelo menos 70 mil corpos já foram enterrados.

Na quarta-feira passada, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, tinha falado em “centenas de milhares” de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 16 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.

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