“A UE considera a sentença injustificada e dura, e urge às autoridades iranianas a revogá-la”, diz a Presidência da UE em comunicado emitido nesta quinta-feira.
A Presidência destacou que qualquer ação contra um país da UE, é uma ação contra todo o bloco e será tratada desta forma.
O iraniano Hossein Rassam, de 44 anos, foi detido em Teerã no mês de junho durante os protestos contra o resultado das polêmicas eleições ocorridas naquele mês no país. Na ocasião, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, foi reeleito.
A UE se mostrou “profundamente preocupada” com o ocorrido e transmitiu esta mensagem à embaixada iraniana em Estocolmo.
Também hoje, o ministro de Assuntos Exteriores do Reino Unido, David Miliband, pediu ao Irã para que suspenda a condenação a Rassam, que chamou de “injustificada” e de “fustigação ao pessoal da embaixada que se limita a cumprir legitimamente seu dever”
Em uma declaração divulgada pela Chancelaria do Reino Unido, Miliband diz que os países da UE e outros Governos, com os quais mantém contatos sobre a questão, expressaram sua solidariedade.
Durante as manifestações por causa das eleições presidenciais iranianas, a Polícia deteve nove funcionários da Embaixada do Reino Unido, mas apenas Rassam e outro iraniano que trabalhava para a Embaixada francesa foram alvos de acusações formais.
Teerã acusou publicamente o Reino Unido de estar por trás dos protestos de então contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad como presidente.