“Pode ser que o PIB cresça, mas se tenha a impressão de que a renda disponível e os serviços públicos diminuíram”, aponta a minuta de um documento da comissão, à qual a Agência Efe teve acesso.
Por este motivo, considera necessário estabelecer indicadores mais completos que o crescimento do PIB, para conseguir uma maior conexão entre as políticas comunitárias e as preocupações dos cidadãos do bloco.
A decisão da Comissão Europeia se baseia, entre outros estudos, em uma pesquisa realizada em 2008, segundo a qual mais de dois terços dos europeus pensam que os indicadores sociais, ambientais e econômicos deveriam ser considerados igualmente para avaliar o progresso.
Neste contexto, Bruxelas sugere em primeiro lugar a criação de um indicador ambiental global que reflita o nível de poluição e outros efeitos nocivos para o meio ambiente, o que denomina de “pressão”.
Uma versão piloto deste indicador deve ser apresentada em 2010.
Outra proposta da comissão consistirá em incluir informações sobre a qualidade de vida e o bem-estar, de acordo com a importância dada à renda, aos serviços públicos, à saúde, ao lazer, à riqueza, à mobilidade e a um entorno limpo pelos os cidadãos.
Para a comissão, será importante fornecer todos estes dados em tempo real e de forma precisa, além de associar as informações sociais e ambientais às econômicas, que costumam ser publicadas com maior regularidade.
O comissário europeu do Meio Ambiente, Stavros Dimas, apresentará amanhã, em entrevista coletiva, as novas medidas e deve informar sobre a aplicação e os resultados das ações propostas para 2012.