A União Européia (UE) mostrou hoje seu firme apoio à política do presidente colombiano, recipe Álvaro Uribe, approved para conseguir a libertação dos reféns sob poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e ressaltou que não prevê tirar esse grupo de sua lista de grupos terroristas.
“Uribe tem todo nosso apoio na batalha na qual está envolvido neste momento contra o terrorismo”, afirmou o alto representante para Política Externa e Segurança Comum da UE, Javier Solana, em entrevista coletiva após uma reunião entre os dois.
Além disso, Solana deixou claro que os 27 países da União Européia não pensam em discutir a possibilidade de retirar as Farc de sua lista de organizações terroristas.
“A resposta é não. Não há razão para mudar nossa posição”, disse o responsável pela política externa da UE a uma pergunta sobre o pedido do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para que as guerrilhas colombianas não sejam consideradas terroristas pela comunidade internacional.
Uribe lembrou que a UE atualizou sua lista de organizações terroristas em 20 de dezembro, e já então não cogitou fazer modificações sobre os grupos colombianos.
“Para estes temas, os únicos elementos são os fatos”, disse o presidente colombiano, e acrescentou que a posição só mudaria se as Farc dissessem que “querem a paz”.
Solana também disse que “é preciso dizer claramente que os terroristas têm que soltar os reféns, sem condições, imediatamente”.
O alto representante da UE disse que “todas as idéias” que Uribe colocar sobre a mesa “serão apoiadas pela União Européia”, já que “temos plena confiança nele”.
Também defendeu promover um acordo humanitário para obter a libertação dos reféns nas mãos das Farc – cerca de 750, segundo o Governo de Bogotá -, mas sempre levando em conta “quem são os responsáveis” por essa situação, em uma referência à guerrilha.
Uribe manifestou seu agradecimento à União Européia devido a sua “firmeza” ao exigir a libertação dos seqüestrados das Farc, e deu por definido que a guerrilha permanecerá na lista européia de organizações terroristas.
Em entrevista coletiva conjunta com Solana, o líder colombiano agradeceu a este por “sua firmeza para exigir aos terroristas a libertação dos reféns”.
“Se as Farc querem ter futuro político, o que têm que fazer é libertar aos reféns e negociar a paz”, disse o presidente colombiano.
Uribe explicou suas medidas recentes para tentar um acordo humanitário, como a retomada da mediação de três países europeus (Espanha, França e Suíça) e sua decisão a favor de uma “zona de encontro” entre mediadores e guerrilheiros.
Também considerou “importante” que o mundo leve em conta que não há uma luta entre guerrilha e ditadura na Colômbia, mas sim existe uma democracia “ameaçada por um terrorismo que, além disso, se financia com drogas”.
A reunião entre Uribe e Solana ocorreu antes de um almoço que o líder colombiano terá com vários membros do Parlamento Europeu e de um encontro com o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso.