A União Europeia (UE) anunciou hoje que “reforçará” as sanções contra o regime de Mianmar, incluindo as de caráter econômico, depois de a líder da oposição democrática e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, ter sido novamente condenada à prisão domiciliar .
A Presidência sueca da UE diz em comunicado que “tomará medidas” adicionais às atuais sanções, em resposta a uma condenação fruto de um processo judicial que considera “injustificado”.
Segundo a UE, os países-membros “estão preparados para revisar, corrigir ou reforçar” as iniciativas em função do desenvolvimento dos fatos.
“A União Europeia responderá com medidas adicionais contra os responsáveis pela sentença”, afirma a Presidência da UE, que acrescenta que está disposta a reforçar “medidas restritivas” contra o regime militar.
A UE mantém há vários anos sanções contra Mianmar, que são basicamente econômicas, e a dirigentes do regime e seus parentes. As restrições foram renovadas em abril passado, quando o bloco europeu ressaltou que estaria disposto a revisar a decisão em função da evolução da situação no país.
A União Europeia pediu também hoje a libertação “imediata e incondicional” da líder opositora ao regime militar birmanês.
Para a UE, a libertação seria “um primeiro passo essencial no processo de uma reconciliação nacional verdadeira, necessária para que as eleições previstas para 2010 sejam vistas como críveis, livres e justas”.