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UE analisa ‘atentamente’ decisão que anula política tarifária de Trump

Bruxelas pede esclarecimentos a Washington e avalia impacto sobre acordo que limitou a 15% as tarifas para produtos europeus

Redação Jornal de Brasília

20/02/2026 13h52

Foto: Reprodução/AFP

Foto: Reprodução/AFP

A União Europeia afirmou, nesta sexta-feira (20), que examina “atentamente” o parecer da Suprema Corte dos Estados Unidos que considera ilegais as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre quase todos os produtos exportados ao país.

“Tomamos nota da decisão e estamos analisando-a atentamente”, declarou à AFP Olof Gill, porta-voz da Comissão Europeia. Ele acrescentou que espera “esclarecimentos” do governo americano “sobre as medidas que prevê tomar em resposta a esta decisão”.

“As empresas de ambos os lados do Atlântico dependem da estabilidade e da previsibilidade das relações comerciais. Por isso continuamos defendendo tarifas baixas e trabalhando para que sejam reduzidas”, acrescentou.

A Comissão Europeia não especifica quais consequências a decisão pode ter sobre o acordo concluído há meses com Washington. Esse pacto permitiu limitar a 15% as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos à maioria dos produtos europeus.

A decisão da Suprema Corte pode frear a implementação desse acordo.

O eurodeputado social-democrata alemão Bernd Lange anunciou que na próxima segunda-feira haverá “uma reunião extraordinária da equipe de negociadores e do serviço jurídico do Parlamento Europeu, para debater os próximos passos e as implicações para o calendário previsto”.

“Como grande parte das tarifas recíprocas se baseia em um marco jurídico agora questionado, nem o governo americano nem a União Europeia podem simplesmente retomar suas atividades como se nada tivesse acontecido”, destacou.

A decisão judicial também suscita dúvidas em Londres. “Trabalharemos com o governo dos Estados Unidos para entender como essa decisão afetará as tarifas alfandegárias para o Reino Unido e o resto do mundo”, indicou um porta-voz do governo britânico em nota.

“O Reino Unido se beneficia das tarifas recíprocas mais baixas do mundo e, seja qual for o cenário, esperamos que a nossa posição comercial privilegiada com os Estados Unidos se mantenha”, acrescentou.

Um acordo com Washington limita as tarifas da maioria dos produtos britânicos a 10%.

AFP

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