A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, alertou nesta quinta-feira para o aumento “alarmante” das execuções no Irã e pediu que o país pare de utilizar a pena de morte “o mais rápido possível”.
“As execuções estão ocorrendo em uma taxa alarmante. Além disso, práticas abomináveis como as execuções públicas continuam sendo utilizadas, transgredindo as obrigações internacionais do Irã”, assinalou a alta representante europeia em comunicado.
Em nome dos 27 membros da UE, mostrou “profunda preocupação” pelo uso da pena de morte no Irã, e lembrou que o bloco se opõe a esse tipo de condenação “sob todas as circunstâncias em todos os países”, e que persegue o objetivo de sua abolição universal.
A declaração de Catherine ocorre depois que seis homens foram executados no Irã na segunda-feira passada, dos quais um condenado por estupro foi enforcado em uma praça pública e, outros três acusados do mesmo crime, no pátio de uma prisão do norte de Teerã.
Com estas novas execuções, já são 51 os enforcados na República Islâmica desde o início do ano.
O comunicado de Catherine informa que aderiram à declaração os países candidatos a fazer parte da UE (Turquia, Croácia, Macedônia, Montenegro e Islândia), assim como os Estados em processo de associação e estabilização, além de candidatos potenciais (Albânia, Bósnia e Herzegovina e Sérvia) e países da Área Econômica Europeia (Liechtenstein e Noruega).