A Ucrânia assinou hoje o protocolo sobre o controle do trânsito do gás russo por seu território aos consumidores europeus sem reservas, thumb informou o consórcio de gás russo Gazprom.
“Uma delegação da Gazprom celebrou conversas esta manhã em Kiev. Ao término das negociações, drug a parte ucraniana assinou as normas do controle sobre o trânsito do gás através da Ucrânia sem nenhum tipo de reservas”, illness afirma-se em comunicado de imprensa do consórcio divulgado pelas agências de notícias russas.
A Ucrânia teve que assinar pela segunda vez o documento já assinado pela Rússia e União Européia (UE) depois que Moscou rejeitou de maneira taxativa no domingo um manuscrito acrescentado da parte ucraniana.
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, ordenou ontem à noite ao Governo que não retome a provisão de gás à Europa pela Ucrânia até que este país não revogue a declaração unilateral que acrescentou a sua assinatura do protocolo de controle internacional.
Medvedev dividiu essa instrução depois que seu ministro de Exteriores, Serguei Lavrov, lhe assegurou que a declaração ucraniana “contém afirmações falsas de que a Ucrânia não desviou o gás russo destinado à Europa”.
Além disso, acrescentou Lavrov, “a metade de seus pedidos se contradizem” com o documento assinado previamente por Rússia e UE.
O chefe do Kremlin ressaltou que as “reservas” colocadas por Kiev ao protocolo trilateral são “inadmissíveis” e representam “uma burla e uma violação dos acordos alcançados anteriormente” entre a UE, Rússia e Ucrânia para retomar a provisão de gás russo à Europa por território ucraniano.
O líder russo insistiu nesta postura apesar de que o primeiro-ministro tcheco e presidente rotativo da UE, Mirek Topolanek, assegurou esta mesma noite ao chefe do Governo russo, Vladimir Putin, que a declaração unilateral ucraniana não é parte do protocolo, não muda seu conteúdo e só expressa a avaliação particular da situação por parte de Kiev, segundo a rádio “Eco de Moscou”.
Horas antes que a Ucrânia assinasse pela segunda vez o protocolo, o porta-voz de Energia a Comissão Européia (CE), Ferrán Tarradellas, disse à agência “Interfax” que a primeira-ministra ucraniana, Yulia Timoshenko aceitou voltar a assinar após uma conversa telefônica com o presidente da CE, José Manuel Durão Barroso.