O premiê turco se referiu assim, em Londres, aos problemas políticos entre Turquia e Dinamarca pela recusa de Copenhague a fechar uma emissora de televisão que Ancara acusa de fazer propaganda do grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
“Pedi que interrompesse as transmissões da “Roj TV” e não o fez. Após a crise das charges, pedi que convidasse os embaixadores e se reunisse com eles, também não o fez”, disse Erdogan, em relação à crise gerada pela publicação em um diário dinamarquês de caricaturas consideradas ofensivas ao profeta Maomé.
A confirmação do veto turco coincidiu hoje com o anúncio oficial da candidatura de Rasmussen para dirigir a Otan.
A poucas horas do começo da cúpula da Otan, persiste o desacordo entre os Governos aliados sobre quem sucederá no cargo de secretário-geral da organização o holandês Jaap de Hoop Scheffer.
Segundo a imprensa em Ancara, o Governo turco se inclina por outro dos nomes que aparecem para o cargo máximo da Otan, o do chanceler da Polônia, Radoslaw Sikorski.
Também figuraram na lista de candidatos à sucessão de Scheffer o ex-chefe da diplomacia búlgara Solomon Passy e o ministro da Defesa canadense, Peter MacKay, embora o cargo sempre tenha sido desempenhado por europeus.