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Tufão <i>Parma</i> deixa 375 mortos e 48 desaparecidos nas Filipinas

Arquivo Geral

14/10/2009 0h00

As autoridades das Filipinas estabeleceram hoje a lista de vítimas do tufão “Parma” em 375 mortos, além de 48 desaparecidos pelas enchentes, inundações e deslizamentos de terra registrados no norte do país.

O Comitê Nacional para a Coordenação de Desastres, a agência governamental que canaliza as informações dos diferentes organismos que participam da assistência aos desabrigados e da reconstrução, acrescentou 64 cadáveres na lista oficial.

Além disso, o número de desabrigados é de cerca de 3,2 milhões – aproximadamente 675 mil famílias – e os danos materiais são de 1,607 bilhão de pesos filipinos (US$ 175 milhões).

A reabertura das estradas que ligam a capital à região setentrional da ilha de Luzon agilizou a distribuição de ajuda humanitária, indicou o comitê.

As Filipinas sofreram a passagem de duas tempestades em menos de um mês, que deixaram 712 mortos e 6,8 milhões de desabrigados.

A presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, anunciou na terça-feira a criação de uma comissão para supervisionar as tarefas de reabilitação das áreas atingidas e calcular a quantidade de ajuda financeira que o país solicitará à comunidade internacional através das Nações Unidas e do Banco Mundial (BM).

“Assinei uma ordem executiva para a criação de uma comissão especial pública e do setor privado para que estude as causas, custos e ações que devem ser adotadas após os tufões e arrecadar recursos para a reconstrução”, disse a presidente, no final de uma reunião com seu gabinete.

As autoridades filipinas estimam que o valor dos danos causados às infraestruturas é de cerca de 5 bilhões de pesos filipinos, aos quais se somam outros 18,4 bilhões de pesos filipinos pela destruição de cultivos e recursos marítimos.

Uma equipe de especialistas das Nações Unidas foi esta semana às áreas afetadas do norte de Luzon para avaliar os danos e recolher dados para elaborar um plano de ajuda.

“Estamos trabalhando com o Governo para identificar as necessidades naquela área”, disse o coordenador de operações de ajuda humanitária da ONU, John Holmes, em entrevista coletiva realizada em Manila.

Especialistas de agências internacionais identificaram a favelização como o principal fator destes desastres naturais que afetam o país, e que evidenciam o péssimo estado de suas infraestruturas, assim como a falta de preparação e meios da Administração para responder às emergências.

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