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Trump se reunirá com líderes árabes em meio à Assembleia da ONU, diz site

O encontro ocorrerá paralelamente à Assembleia-Geral das Nações Unidas e em meio a uma onda de países ocidentais que passaram a reconhecer oficialmente o Estado da Palestina

Redação Jornal de Brasília

22/09/2025 13h27

Foto: Jim WATSON / AFP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá reunir-se com líderes árabes e muçulmanos nesta terça-feira (23) para discutir o conflito na Faixa de Gaza, segundo o site Axios.

O encontro ocorrerá paralelamente à Assembleia-Geral das Nações Unidas e em meio a uma onda de países ocidentais que passaram a reconhecer oficialmente o Estado da Palestina. Segundo a reportagem, o presidente americano convidou representantes e líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Egito, Jordânia e Turquia.

Trump, de acordo com o Axios, deseja que esses países participem de um plano pós-guerra para Gaza e até enviem tropas para criar uma espécie de força de estabilização que substituiria a presença do Exército israelense.

Já os países árabes devem pedir a ele que pressione o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, a acabar com o conflito e não anexe partes da Cisjordânia ocupada -Tel Aviv advertiu que poderia anexar o território em resposta ao reconhecimento da Palestina.

Netanyahu discursará na Assembleia-Geral da ONU na sexta-feira (26) e ainda deverá realizar uma visita à Casa Branca, programada para segunda-feira (29).

O site Axios afirma que Trump também deve realizar, no mesmo dia do encontro com líderes árabes, uma reunião separada com representantes de vários países do Golfo Pérsico -Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Omã, Bahrein e Kuwait.

Um dos principais temas desse encontro devem ser as preocupações após o ataque inédito de Israel contra líderes do grupo terrorista Hamas no Qatar. De acordo com o Axios, esses países querem obter garantias da gestão Trump de que uma ofensiva do tipo não ocorrerá novamente.

A pressão sobre Israel aumentou no domingo (21) após Austrália, Canadá, Portugal e Reino Unido oficializarem o reconhecimento do território palestino, antecipando-se ao grupo de nações que deverá fazer o mesmo esta semana na Conferência de Alto Nível sobre Palestina.

Em julho, o presidente francês, Emmanuel Macron, deu início à mobilização ao anunciar que iria reconhecer oficialmente a Palestina durante a cúpula da ONU. Há divisões, no entanto. Nações como Alemanha e Itália não devem aderir ao grupo de países que vão declarar reconhecimento palestino, que inclui França, Bélgica, Luxemburgo, Andorra, Malta e San Marino.

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