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Trump rejeita regulação global da IA e rebatiza tecnologia

Em discurso na ONU, o presidente dos Estados Unidos criticou propostas de governança internacional e afirmou que o país não vai limitar o avanço da tecnologia.

Redação Jornal de Brasília

22/09/2026 17h21

us president donald trump speaks during a campaign rally for us senator darline graham

Foto: SAUL LOEB / AFP

Em discurso na sede das Nações Unidas (ONU), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou iniciativas globais de regulação e governança da inteligência artificial (IA) e afirmou que o país não pretende limitar o avanço da tecnologia.

“Os Estados Unidos também rejeitam totalmente qualquer tentativa de criar um esquema globalista para controlar a inteligência artificial”, disse Trump durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta quarta-feira (22). Ele também afirmou que os EUA estão à frente da China e de outros países na disputa pelo desenvolvimento da IA e que vão manter essa vantagem.

Trump defendeu que quem controlar a tecnologia será o “vencedor” da nova revolução tecnológica e disse que não vai “sufocar o crescimento de algo que será maior do que a Revolução Industrial”. As declarações ocorrem em meio à disputa entre Estados Unidos e China por influência sobre a cadeia produtiva da IA, com iniciativas distintas de governança: a proposta de Washington prevê um sistema com “parceiros confiáveis”, enquanto a liderança de Pequim convoca as nações a participar da governança por meio de sistemas de códigos abertos.

No discurso, Trump também afirmou que a IA passará a ser chamada oficialmente de “superinteligência”. “Daqui para frente, será oficialmente chamada de superinteligência. Mudamos o nome porque o uso da palavra ‘artificial’ faz a inteligência parecer falsa”, declarou.

O especialista em governança de IA Ettore Arpini, fundador da organização Plures, avaliou à Agência Brasil que a posição de Trump se opõe a diversas iniciativas, inclusive na ONU, com o objetivo de deixar as empresas sem regulação. Para ele, chamar a IA de superinteligência pode confundir e também reforça a narrativa de liderança dos EUA na corrida pelo controle global da tecnologia.

Arpini afirmou ainda que o ponto central não é definir se a IA é ou não inteligência, mas observar quais capacidades esses sistemas têm, quão autônomos são, quem os governa e quais consequências produzem sobre a sociedade.

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