O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou na quinta-feira (1º) provável o envolvimento de Teerã no ataque de um piloto contra um voo da Flydubai para Israel, e prometeu que o Irã seria “atingido com muita força” se a responsabilidade for confirmada.
Os Emirados Árabes Unidos abriram uma investigação para determinar se o incidente estava relacionado com terrorismo. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse que o homem havia sido submetido a uma “doutrinação islamista radical”.
“Estamos trabalhando nisso neste momento”, disse Trump quando jornalistas na Casa Branca perguntaram se o Irã estava envolvido no incidente no voo de Dubai para Tel Aviv.
Trump também prometeu uma retaliação se o Irã for considerado responsável pelo ataque: “Ah, eles serão atingidos com muita força, não se preocupem”, afirmou.
O mandatário fez a ameaça ao mesmo tempo em que os Estados Unidos reforçam o dispositivo militar na região.
O portal Axios informou que Washington enviou recentemente sistemas adicionais de defesa antimísseis Patriot para a Arábia Saudita e o Catar, com o objetivo de proteger instalações de energia cruciais de uma possível retaliação iraniana.
O site americano também informou que o porta-aviões USS Theodore Roosevelt e seu grupo de ataque estavam a caminho do Oriente Médio, onde poderiam se unir a outros dois grupos de porta-aviões americanos já presentes na região.
Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita iniciaram uma investigação sobre o que aconteceu na cabine. Riade informou que o copiloto foi transferido na quinta-feira para os Emirados Árabes Unidos, acompanhado por uma “equipe de segurança emiradense”, e acrescentou que a apuração inicial mostra que ele atacou o comandante da aeronave.
Trump elevou novamente o tom em relação às negociações estagnadas com o Irã.
O presidente declarou à revista Time que era “possível” retomar os bombardeios contra o Irã após as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, no próximo mês.
Os republicanos temem perder o controle do Congresso nas eleições de 3 de novembro, com os índices de aprovação de Trump próximos dos níveis mais baixos já registrados devido à guerra com o Irã e ao aumento do custo de vida provocado pelos altos preços do petróleo.
“Ao aniquilar o Irã, criamos paz no mundo. Com o Irã, não acho que jamais se possa ter paz”, advertiu Trump, segundo as declarações reproduzidas pela Time.
O Irã afirma que mantém o controle sobre o estratégico Estreito de Ormuz mais de sete meses após os ataques iniciais dos Estados Unidos e de Israel.
AFP