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Trump lança coalizão militar com 12 países latinos contra cartéis

Em Miami, o presidente dos EUA anunciou o ‘Escudo das Américas’ para combater o crime organizado e influências estrangeiras na região.

Redação Jornal de Brasília

08/03/2026 15h38

Foto: SAUL LOEB / AFP

Foto: SAUL LOEB / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesse sábado (7), em Miami, a criação da coalizão militar ‘Escudo das Américas’ com líderes de 12 nações latino-americanas. O objetivo é combater os cartéis de drogas na região e afastar influências de adversários estrangeiros, como China e Rússia.

Trump comparou a iniciativa à coalizão formada para erradicar o grupo terrorista ISIS no Oriente Médio. ‘Neste dia histórico, nos reunimos para anunciar uma nova coalizão militar para erradicar os cartéis criminosos que assolam nossa região’, declarou o presidente estadounidense.

Os países participantes incluem Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile. A Casa Branca publicou uma proclamação afirmando que os Estados Unidos treinarão e mobilizarão os militares das nações parceiras para desmantelar os cartéis e combater influências malignas de fora do Hemisfério Ocidental.

Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ameaçou ‘agir sozinho’ nos países latino-americanos se necessário, o que poderia violar a soberania regional. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, foi nomeada para intermediar com os 12 países, argumentando que, com as fronteiras americanas seguras, o foco agora é na segurança dos vizinhos contra cartéis e influências estrangeiras.

O México, que não aderiu ao pacto, foi citado por Trump, que afirmou que ‘tudo entra pelo México’, controlado pelos cartéis. A presidente mexicana, Cláudia Sheinbaum, defende coordenação como iguais, sem subordinação, e rejeita operações militares dos EUA em seu território por questões de soberania.

Trump elogiou o governo da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, por trabalhar em conjunto, e ameaçou Cuba, dizendo que o país ‘está no fim da linha’ e que uma grande mudança chegará em breve.

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