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Trump diz que não vai enviar soldados ‘a lugar nenhum’, mas que, se o fizesse, não diria à imprensa

Apesar das constantes negativas, os EUA enviaram na semana passada fuzileiros navais para o Oriente Médio

Redação Jornal de Brasília

19/03/2026 14h17

Foto: Saul Loab/AFP

Foto: Saul Loab/AFP

ISABELLA MENON
FOLHAPRESS

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que “não vai enviar soldados para lugar algum”, mas, se fosse, não comunicaria à imprensa. Trump fez a afirmação na Casa Branca durante encontro com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, na tarde desta quinta-feira (19).

O presidente não deixou claro se isso significa que não haverá operação terrestre com envolvimento dos EUA no Oriente Médio. Ele voltou a justificar a guerra, que já dura 19 dias, e disse que o “Irã representa uma ameaça para o Oriente Médio, mas também para todo o mundo”.

Em entrevista ao New York Post, por exemplo, Trump disse que não descarta envio de mais militares ao oriente Médio. “Eu não fico com medo de enviar tropas terrestres — tipo, como todo presidente diz, ‘Não haverá tropas no solo.’ Eu não digo isso. Eu digo ‘provavelmente não precisamos delas’ ou ‘se elas fossem necessárias'”.

Apesar das constantes negativas, os EUA enviaram na semana passada fuzileiros navais para o Oriente Médio. Este foi o primeiro deslocamento de forças usadas em operações terrestres para a guerra, embora o número de militares envolvidos não sugira algo além de ações pontuais.

Em entrevista a jornalistas presentes no Salão Oval, Trump foi questionado por um repórter japones os motivos pelo qual o governo americano não avisou os aliados europeus e asiáticos sobre os ataques no Irã.

O republicano, que não consultou o Congresso dos EUA para atacar o Oriente Médio, retrucou dizendo “quem sabe melhor que o Japão em surpreender, não é mesmo? Por que vocês não me avisaram sobre Pearl Harbor?”.

A comparação é em relação ao ataque militar surpresa do serviço aéreo japonês contra os Estados Unidos na base naval de Pearl Harbor, em Honolulu, Havaí, durante a Segunda Guerra Mundial. Na época, o ataque deixou mais de 2.400 mortos.

Na sequência, Trump voltou a falar sobre o Oriente Médio e disse que “quando entramos, entramos para valer. Queremos surpreender e, por causa dessa surpresa, nos primeiros dias já antecipamos 50% [dos objetivos]. Se eu falar a todos, não é mais uma surpresa.”

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