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Trump defende controle americano sobre Groenlândia contra Rússia e China

O presidente dos EUA enfatiza a necessidade de adquirir a ilha para garantir a defesa nacional, apesar da presença militar existente e das objeções europeias.

Redação Jornal de Brasília

10/01/2026 10h25

Foto: SAUL LOEB / AFP

O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (9) que os Estados Unidos precisam exercer controle sobre a Groenlândia para impedir que a Rússia ou a China ocupem o território no futuro.

Durante uma reunião na Casa Branca com executivos de empresas petrolíferas, Trump declarou a jornalistas: ‘Vamos fazer algo com relação à Groenlândia, quer eles gostem ou não. Porque se não fizermos isso, a Rússia ou a China tomarão conta da Groenlândia, e não teremos a Rússia ou a China como vizinhos’.

O presidente destacou a importância de defender a propriedade da ilha, em vez de apenas arrendá-la, argumentando que acordos atuais, como a presença militar americana na Groenlândia desde 1951, não são suficientes para assegurar sua defesa. A Groenlândia, com 57 mil habitantes, é um território autônomo do Reino da Dinamarca.

Autoridades da Casa Branca discutem planos para colocar a Groenlândia sob controle dos EUA, incluindo o uso de forças militares e pagamentos fixos aos groenlandeses, com o objetivo de convencê-los a se separarem da Dinamarca e possivelmente se juntarem aos Estados Unidos.

As declarações de Trump provocaram reações de desdém em Copenhague e em outros países europeus. Os EUA e a Dinamarca são aliados na Otan, ligados por um acordo de defesa mútua.

Na terça-feira, França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca emitiram uma declaração conjunta afirmando que apenas a Groenlândia e a Dinamarca podem decidir sobre suas relações.

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