O presidente norte-americano Donald Trump assinou uma ordem executiva de emergência para proteger as receitas petrolíferas da Venezuela detidas nos Estados Unidos, impedindo que sejam confiscadas por tribunais ou credores. O anúncio foi feito neste sábado (10), após a ordem ser assinada na sexta-feira, menos de uma semana depois da captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelas forças americanas em Caracas.
De acordo com a Casa Branca, a medida tem como objetivo promover a política externa dos EUA e utilizar os recursos mantidos em fundos de depósito de governos estrangeiros para fomentar paz, prosperidade e estabilidade na Venezuela.
Na véspera, Trump reuniu gigantes globais do setor de petróleo e gás na Casa Branca, incluindo empresas norte-americanas, a italiana Eni e a espanhola Repsol. Durante o encontro, o presidente anunciou que os Estados Unidos decidirão quais empresas receberão licenças para explorar os vastos recursos de hidrocarbonetos venezuelanos.
“Tomaremos a decisão sobre quais as empresas petrolíferas que irão para lá, quais permitiremos que o façam, e firmaremos um acordo com essas empresas. Provavelmente, faremos hoje ou pouco depois”, declarou Trump.
O presidente destacou que a falta de garantias de segurança era um obstáculo anterior para investimentos na Venezuela, mas agora há “seguridade total”. A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com mais de 300 bilhões de barris, segundo a Opep, embora a produção atual seja limitada a cerca de 1 milhão de barris por dia devido à falta de investimentos e ao mau estado das infraestruturas.