O presidente Donald Trump ameaçou nesta quarta-feira (7) limitar a remuneração dos executivos das principais empresas contratadas pelo setor de defesa dos Estados Unidos e proibir o pagamento de dividendos aos acionistas e a recompra de ações, ao acusar o setor de priorizar o lucro em detrimento da velocidade de produção.
Trump afirmou na plataforma Truth Social que impediria os executivos de empresas de defesa de ganhar mais de US$ 5 milhões (R$ 27 milhões) por ano até que construam novas fábricas de produção e acelerem a entrega de equipamento militar.
“As empresas contratadas pela defesa pagam atualmente dividendos enormes aos seus acionistas e realizam recompras em massa de ações, em detrimento do investimento em fábricas e equipamentos”, argumentou Trump. “Por mais alto que pareça, é uma fração do que ganham agora”, acrescentou, sobre os US$ 5 milhões.
O anúncio surpreendeu os mercados, e empresas do setor de defesa, como Lockheed Martin e General Dynamics, caíram 1,4%. Já a Northrop Grumman perdeu mais de 2%.
“Essa situação não será mais permitida nem tolerada!”, afirmou Trump, que criticou os prazos de manutenção e reparo de equipamentos vendidos e exigiu que o serviço seja “perfeito e pontual”.
A declaração não especifica que autoridade legal Trump usaria para aplicar as restrições anunciadas, mas a Casa Branca insinuou que ele planeja emitir um decreto.
Dois meses atrás, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, advertiu a essas empresas que estava renovando os métodos de aquisições do Pentágono, para “transformar” o governo.
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