O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista publicada pelo The New York Times nesta quinta-feira (8) que a supervisão americana na Venezuela e o controle de sua receita de petróleo podem durar anos.
Durante uma conversa de duas horas com o jornal, Trump evitou especificar o tempo exato, mas disse que seria ‘muito mais’ que alguns meses ou um ano. Ele destacou planos para reconstruir a Venezuela de forma lucrativa, utilizando o petróleo do país para baixar os preços globais e fornecer recursos necessários à nação sul-americana.
Trump mencionou o envio de tropas americanas em 3 de janeiro para prender o ex-presidente Nicolás Maduro em um ataque noturno. Além disso, revelou um plano para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano retidos devido ao bloqueio imposto pelos EUA.
O líder americano também se referiu positivamente ao relacionamento com o governo da presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, uma aliada de longa data de Maduro. Trump indicou que mantém constante comunicação com ela por meio do secretário de Estado, Marco Rubio, afirmando que o governo está cooperando plenamente.
Em outro ponto da entrevista, Trump pareceu recuar de uma ameaça anterior de ação militar contra a Colômbia. Após uma ligação telefônica de cerca de uma hora com o presidente colombiano Gustavo Petro, descrita como cordial, o americano convidou o líder para visitar Washington e expressou esperança de uma futura reunião.
Petro havia sido chamado por Trump de ‘homem doente’ em uma postagem no domingo (4), quando o americano ameaçou medidas militares contra a Colômbia por questões relacionadas a drogas. A conversa dissipou qualquer ameaça imediata, segundo o New York Times.