Forças conjuntas do Exército e da Polícia estabeleceram um perímetro de segurança em torno dos seis mil manifestantes, que se preparam para entrar em choque com as forças de segurança.
Para enfrentar os veículos Humvee e caminhões blindados dos militares, os ativistas ergueram barricadas com árvores arrancadas, incendiaram ônibus e pneus, e guardaram pedras e tijolos para que possam atirá-los em direção aos soldados, segundo testemunhas.
Na noite de segunda-feira (hora local), dois civis morreram após ser baleados pelos manifestantes em uma área próxima ao palácio governamental, e outras nove pessoas ficaram feridas pelos disparos.
Durante o dia, as tropas atiraram em várias ocasiões para dispersar os manifestantes espalhados pela parte antiga de Bangcoc, em cumprimento ao estado de exceção que vigora desde domingo na zona metropolitana e em cinco províncias dos arredores.
As autoridades reforçaram o controle de estradas, portos e aeroportos para evitar que sejam ocupados pelos opositores, como aconteceu em dezembro com os detratores de Shinawatra, que ocuparam a sede do Governo e os dois aeroportos da capital.
O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, declarou de madrugada que a situação está quase sob controle, e reiterou seu apelo para que a população coopere no restabelecimento da ordem.
Os soldados saíram às ruas no domingo em Bangcoc, dia depois que os protestos forçaram ao cancelamento de uma cúpula de líderes asiáticos em Pattaya.
A Tailândia vive há três anos uma profunda crise política motivada pela disputa entre partidários e opositores de Shinawatra, deposto por um golpe de Estado em 2006.